
Nada que eu fale muda ou ameniza o que sinto, nada vai ajudar, nem me dar soluções, nada que eu escreva vai mostrar realmente o que eu sinto e quero passar, tudo por culpa de meu enorme egoísmo, essa minha vontade de querer tudo ao mesmo tempo, vontade de possuir o que não posso, o que não me pertence.
Nada, nada vai tirar essa agonia, nem diminuir o meu sufoco, existem coisas para se sentir, outras que até podemos fugir, e as piores, as que nos engolem e consomem, até o ultimo fio de qualquer emoção, sentimento, elas engolem tudo em nossa mente e regurgitam o que de pior podem tirar de tais emoções. Dor vira sofrimento, duvida vira agonia, amor vira ódio e sua mente vira um deserto, você já não vê mais nada, além do nada, suas emoções, regurgitadas e confusas, brigam entre si até que reste somente a loucura, esse é concerteza o ponto mais alto de toda essa mistura, toda essa ebulição de quando a panela explode, explode e espalha todos os seus pedaços pelo deserto psicológico, e ai, bem e ai que alguns passam anos tentando recolher esse pedaços, outros preferem se esconder nas areias do deserto e ainda outros, esses bem poucos, preferem recomeçar tudo, escolhem o pedaço que parece ao longe o mais agradável e o reconstituem na esperança de não voltar a loucura do deserto, desses que já eram poucos, uma parte menor ainda é a que realmente consegue cumprir e não cair mais em toda essa armadilha mental.
Eu continuo recolhendo meus pedaços na esperança de um dia montar novamente minha alma.
- texto escrito ao som de Peices/Sum 41 #
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