terça-feira, abril 27

01:11

Vontades, as vezes são estranhas e aparecem assim sem motivo ou prévia, são desejos ou pensamentos que nos surgem, em grande parte são vontades bobas, essas de comer algo diferente ou escutar uma música, em outro momentos são vontades que podem mudar tudo, sim, tudo no momento em que você está vivendo.
Vontades perigosas essas que nos tomam em momento de raiva, dor ou desespero, são vontades sufocadas que por mais que você tente esconder, existem, são possibilidades ocultas em sua cabeça que só despertam assim, em momentos de alta pressão. Vontades irritadas, dessas de mandar meio mundo tomar no olho, vontades saudades, que te fazem ligar para o ex e bater aquele papo, vontades bipolares, que você não entende ao certo se quer ou não, mas que continua martelando em sua mente.
Hoje eu acordei assim, com uma dessas vontades complicadas e confusas, não era uma vontade simples, era algo grande, algo que não envolvia somente a mim, era uma vontade daquelas que não enterfere somente em minha vida, mas na vida de um próximo, foi uma vontade complicada que eu senti das 8 da manha até as 9 da noite, uma vontade tão agonizante que me fez me desmanchar em lágrima ao longo do dia, não era algo bom, nem ruim, era uma vontade bibolar, aquela mesma que você sabe se quer ou não, era uma vontade que me colocava frente a uma faca de dois gumes, uma vontade de escolha, escolher se sim ou se não.
A primeira vista, o sim ou não é algo simples, não, nem a primeira, nem segunda ou terceira, o sim ou não sempre implicam algo complicado de se escolher, sempre gera uma duvida, sempre fica algo para traz quando você escolhe um dos dois. No meu caso, era muita coisa para traz, se eu escolhesse o sim corria o risco de piorar a situação e me afundar cada vez mais em uma escolha antiga, se escolhesse o não saia dessa escolha que mesmo me afundando me fazia muito bem, eu sei, você também não entende não é ? Exatamente esse o meu problema, eu que sou a autora da vontade não entendo também, não sei o que ela me propõe, se serve só para confundir minha cabeça ou é mesmo algo que quero internamente, essa vontade de abrir mão, de soltar e não correr mais atrás, de simplesmente largar o que a grosso modo é algo tão bom não parecia mais tão loucura quando cheguei a metade de meu dia pensando intensamente nisso, sim, acordei pensando nisso, fui para o curso pensando, não comi pois preferi deitar e pensar, fui até o trabalho pensando e durante minha carga horária também, somente pensei, pensei em um texto, algo elaborado com muitas palavras, que mostrassem o que eu realmente sentia, que eu não queria abrir mão mas que era preciso, pensei em formas de mostrar o que estava se passando em minha cabeça oca, pensei, pensei, pensei, e a cada minuto que passava pensando mais me derramava em meu pranto exagerado e dramático, drama, será que era isso? Será que era somente uma vontade dramática que passou em minha cabeça? Será que era só uma vontade de provação, dessas que agente coloca tudo em jogo só para ver se vale mesmo a pena? Não sei, na verdade ainda não sei, ela continua martelando em minha cabeça, e eu continuo pensando o que fazer com ela, tranco essa maldita vontade em uma de minhas salas escuras ou revelo logo e sofro as conseqüências de uma vez, como já disse, complicado, ainda mais para mim que sou um poço de complicações, alguém tão confusa e desnorteada.
Eu não sei se amanhã quando acordar ela ainda vai estar aqui ou se vai ter se recolhido ao meu interior novamente, não sei se vai estar maior, menor ou igual, não sei se acharei a solução para ela nem se quero mesmo achar uma solução ou continuar no conformismo, continuar no deixa tudo como está, não sei se quero tomar atitudes mesmo ou se quero continuar assim, perdida, inerte, confusa.

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